sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Festival de música “Portal da Amazônia” reúne 10 atrações em Vilhena

No dia 7 de novembro Vilhena será palco do "Festival de Música Portal da Amazônia”, que vai reunir talentos locais e da região com uma programação diversificada e gratuita. O festival vai reunir 10 atrações da música rondoniense.

O evento vai acontecer na Praça Angêlo Spadari no centro da cidade a partir das 16 horas. O festival está sendo realizado pela equipe de produção do Serpentário Produções e conta com apoio cultural do Ponto de Cultura Cone Sul Plural.

De acordo com a organização do evento, o nome do festival faz referência ao fato de que Vilhena ser conhecida como Portal da Amazônia por estar situada na entrada para a região Amazônica. Além disso, remete à diversidade de fauna e flora da região.

O evento também quer juntar fãs de diferentes estilos da música de Rondônia, de vários estilos, entre eles rock, Hip Hop, MPB e música clássica. Entre as atrações confirmadas no evento estão: Radio Tesla, Detroit City, Suzane Schmitka, Cannibal Pigs, Vector, Anteontem, Necrovha, Vanderson de Jesus, Gabriela Schmadecke. O.S.V. String Quartet.

Sobre o Serpentário Produções

O Serpentário Produções realiza projetos culturais desde 2009 no estado de Rondônia, na Amazônia Legal. Desde a fundação, o grupo já realizou vários projetos culturais patrocinados pelo Ministério da Cultura, Fundação Palmares, Fundação Nacional das Artes (Funarte) e Banco da Amazônia.

projetos realizados pelo Serpentário Produções valorizam as tradições locais e regionais, pois eles proporcionam através do resgate de suas historias, a visão do próprio protagonista da historia da Amazônia Legal. A preservação da memória material e imaterial faz com que as pessoas comecem a produzir mais produtos culturais e mostrasse mais orgulhando de sua historia, de suas manifestações culturais.

O trabalho do grupo Serpentário Produções pode ser acompanhado pela página da internet: https://www.facebook.com/serpentarioproducoes ou http://serpentarioproducoes.blogspot.com.br/ .




domingo, 18 de outubro de 2015

Projeto “Requilombo” leva oficinas da cultura Hip Hop a jovens de Rondônia


O projeto "Requilombo: arte das ruas" ofereceu gratuitamente oficinas de discotecagem, rap, break ,dança de rua e grafite para jovens alunos de escolas dos municípios  Vilhena, Cabixi e Pimenteiras do Oeste  em Rondônia.

As oficinas tiveram inicio na quinta-feira, 1, na escola Inácio de Castro de Pimenteiras do Oeste, e contou com a participação e alunos do município de Cabixi. Na sexta-feira,2, foram realizadas as oficinas em Vilhena.

O aluno Madison dos Santos Medeiros, de 17 anos, morador de Pimenteiras do Oeste, disse que participar das oficinas foi um meio de ocupar a mente e conhecer novas práticas culturais.  “Eu quis participar do projeto porque aqui não aprendemos somente a dançar, cantar e grafitar e conhecemos também como surgiu o movimento hip hop e como podemos nos expressar através das artes”, afirmou Madison.

O projeto "Requilombo: arte das ruas" foi realizado pela equipe de produção do Serpentário Produções, e foi comtemplado pelo Prêmio Cultura Hip Hop 2014 da Fundação Nacional de Artes – Funarte e do Ministério da Cultura.

Para Andréia Machado, coordenadora do grupo Serpentário Produções,  a realização do projeto é importante para a região que é carente de ações de fomento ao Hip Hop.  “O evento fortaleceu localmente a cultura Hip-Hop, além de ser um incentivo para os diversos grupos de rap, grafiteiros, e pessoas que curtem a dança de rua na região, pois todos esses elementos que formam o Hip Hop tiveram espaço no projeto”, explicou Andréia.

De acordo com Andréia, no Hip Hop o respeito ao próximo prevalece e no movimento não existe discriminação com outros movimentos. Ela ressalta a importância da promoção de eventos desse tipo, pois a através da cultura Hip Hop os jovens podem se expressar criativamente. “Por incentivar as pessoas a se expressarem em forma de música poética, inclusão social, literatura para se fazer a letra da música, além de a arte como pintura, o grafite o Hip Hop é uma excelente forma de educar os jovens sobre valores importantes da vida como a promoção da paz, do respeito e a solidariedade”, disse Andréia.

De acordo Andréia, as oficinas incentivaram a prática e valorização do Hip Hop para crianças adolescentes e jovens carentes que nem sempre tem a oportunidade de participar de atividades culturais, já que todas as oficinas foram oferecidas de forma gratuita.
 “Queremos mostrar através das oficinas o poder transformador da arte, que primeiro, ela muda as pessoas por dentro, e depois muda a realidade em volta delas. É essa mudança que queremos provocar. Fazer esses garotos se sentirem valorizados dentro da própria comunidade”, ressaltou Andréia.

Além das aulas de arte, a oficina promoveu entre os alunos debates sobre a educação popular, procurando unir a prática artística com atividades pedagógicas.
Felipe Camargo, de 17 anos, morador de Vilhena disse que gostou de participar das atividades e pretende continuar a grafitar. “É uma boa oportunidade para conhecer coisas novas, e até pensar em seguir uma carreira artística, de repente”, revelou o jovem.

Para o jovem rapper  de Vilhena , Vanderson de Jesus, de 18 anos,  que ministrou as oficinas de discotecagem, rap participar do projeto foi uma forma de divulgar seu trabalho e incentivar outros jovens a compor e gostar de rap. “Foi muito boa às oficinas os alunos interagiram muito, dava para ver nos olhos deles que estavam gostando”, disse Vanderson que há dois escreve e canta rap.

Opinião compartilhada pelo professor de break ,dança de rua, Edney Zandrade que disse que os alunos demostraram interesse em todos os passos apresentados .

Já o professor de grafite Athur Carvalho ressaltou a importância dos alunos se expressarem através das artes. “Não importa a forma que eles estão se expressando, se é dança canto ou desenho o importante é passar uma mensagem positiva, isso é a beleza da cultura hip hop, agrega várias artes e não discrimina ninguém, pelo contrário tem o poder de unir as pessoas”, afirmou Athur.

Cerca de 1000 alunos foram capacitados nas oficinas. O Projeto ofereceu aos estudantes a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o movimento hip hop e suas diversas vertentes. Nas oficinas foram abordados aspectos históricos do estilo que influencia culturalmente milhões de pessoas em todo mundo.

Para a pedagoga Marilda Grégio as oficinas serviram para desmistificar a visão que se tem sobre o Hip Hop. “Ficou claro, através das manifestações culturais envolvidas, que a cultura musical contribui para a paz e desperta valores familiares, como o companheirismo e respeito à natureza”, ressaltou Marilda.

Durante as oficinas os alunos grafitaram o muro interno das escolas participantes do projeto com diversas mensagens e gravuras. Andreia  destacou também o grande interesse da comunidade pelo evento.

Sobre o Hip hop



O Hip hop é um movimento cultural iniciado durante a década de 1970, nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque. Quatro pilares essenciais foram estabelecidos na cultura hip hop: o Rap, o DJing, a breakdance e o grafite. No Brasil, vários grupos representam a cultura, a exemplo de Zulu Nation Brasil, Casa Hip Hop, dentre outros. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Quilombolas aguardam certificação de comunidade em Pimenteiras

Os membros da Comunidade Santa Cruz  de Remanescentes Quilombolas  do   Município de Pimenteiras do Oeste de Rondônia que aguardam a certificação da Fundação Cultural Palmares para reconhecer a legitimidade da  comunidade. Eles receberam a visita de representantes do órgão na última segunda-feira, 21, que contou com a presença de membros das comunidades e também do prefeito João Miranda e vários vereadores.

A representante da comunidade, Izabel Mendes, informou que o chefe da divisão de certificação da Fundação Cultural Palmares, Rogério Rodrigues visitou os quilombolas para tratar da certificação e regularização da comunidade.

“A certificação deve sair em seis meses, estamos ansiosos para isso. Já estamos com todos os documentos exigidos como a ata de fundação e o estatuto. Esta certificação vai
ser um marco para o povo pimenteirense que tem mais da metade da população formada por descendentes dos quilombos da região”, disse Izabel que informou que há cinco anos eles lutam juridicamente pela validação da entidade. 

Izabel informou que a comunidade é descendentes do quilombo de Vila Bela da Santíssima Trindade e do quilombo do Piolho, ambos do Mato Grosso, cujos antepassados subiram o Rio Guaporé no século XIX.


Izabel ressalta que após a certificação os quilombolas de Pimenteiras vão receber incentivos do governo federal, entre outros benefícios, sendo o principal é a valorização cultural da comunidade. “Com a certificação vamos conseguir manter as vestimentas, as comidas, a danças entre outras tradições”, salienta Izabel.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Projeto incentiva cultura Hip Hop no Cone Sul de Rondônia

Com objetivo de incentivar e contribuir para a consolidação e o fortalecimento das expressões culturais do Movimento Hip Hop no Cone Sul de Rondônia será realizado no mês de outubro em Vilhena e Pimenteiras do Oeste o projeto "Requilombo: arte das ruas".

A iniciativa prevê a realização de oficinas gratuitas de discotecagem, rap, break (dança de rua) e grafite para alunos das escolas Zilda da frota Uchôa de Vilhena e alunos da escola Inácio de Castro de Pimenteiras do Oeste. Além disso, também serão realizadas palestras ligadas a valorização dá cultura Hip Hop.]

O projeto "Requilombo: arte das ruas" está sendo realizado pela equipe de produção do Serpentário Produções e foi comtemplado pelo Prêmio Cultura Hip Hop 2014 da Fundação Nacional de Artes – Funarte e do Ministério da Cultura.

A coordenadora do Serpentário Produções, Andréia Machado, disse que a realização do projeto é importante para a região que é carente de ações de fomento ao Hip Hop. “O evento vai fortalecer localmente a cultura Hip-Hop, além de ser um incentivo para os diversos grupos de rap, grafiteiros, e pessoas que curtem a dança de rua na região, pois todos esses elementos que formam o Hip Hop terá espaço no projeto”, explicou Andréia.

Para Andréia no Hip Hop o respeito ao próximo prevalece e no movimento não existe discriminação com outros movimentos. Ela ressalta a importância da promoção de eventos desse tipo, pois a através da cultura Hip Hop os jovens podem se expressar criativamente.

“Por incentivar as pessoas a se expressarem em forma de música poética, inclusão social, literatura para se fazer a letra da música, além de a arte como pintura, o grafite o Hip Hop é uma excelente forma de educar os jovens sobre valores importantes da vida como a promoção da paz, do respeito e a solidariedade”, disse Andréia.

De acordo Andréia, as oficinas vão incentivar a prática e valorização do Hip Hop para crianças adolescentes e jovens carentes que nem sempre tem a oportunidade de participar de atividades culturais, já que todas as oficinas fora oferecidas de forma gratuita.

 “Queremos mostrar através das oficinas o poder transformador da arte, que primeiro, ela muda as pessoas por dentro, e depois muda a realidade em volta delas. É essa mudança que queremos provocar. Fazer esses garotos se sentirem valorizados dentro da própria comunidade, será nossa maior vitória”, ressaltou Andréia.


domingo, 13 de setembro de 2015

Educação inclusiva

Escola Marechal Rondon oferece ensino de braile e libras para estudantes


A educação inclusiva no Brasil é garantida pela legislação, e oferecer condições igualitárias para estudantes com necessidades educacionais especiais, é uma necessidade nas escolas do país. Em Vilhena na escola estadual Marechal Rondôn, a educação inclusiva é uma realidade, pois oferecem alfabetização e inclusão de alunos com deficiência visual e auditiva, com aulas de braile e libras.

Segundo a diretora da escola Marechal Rondon, Débora Cristina, as ações desenvolvidas na escola têm como objetivo de promover a inclusão dos alunos com deficiência no ambiente escolar, e também para melhorar a comunicação entre crianças e deficientes visuais e auditivos. "Atendemos vários alunos com necessidades especiais e procuramos oferecer um ensino de qualidade para promover a inclusão desses alunos", disse Débora que contou orgulhosa que a alunos da escola com deficiências já ingressaram em cursos universitários.

A professora Janes de Fátima Silva que trabalha dando aula de braile na escola, acredita que a educação inclusiva ajuda no crescimento dos alunos, não apenas no ambiente escolar, mas também no dia a dia. Janes informou que   em dez anos que trabalha com aulas de braile ajudou na formação de três alunos com deficiência visual.

Janes explica que o sistema braile é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Aparecem em forma de letras, algarismos e sinais de pontuação. A leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo. O sistema braile é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas. Ele foi desenvolvido na França por Louis Braille, um jovem cego, a partir do sistema de leitura no escuro, para uso militar, de Charles Barbier.

Na escola Janes trabalha com alfabetização e também com a tradução de conteúdos como provas, trabalhos das aulas dos professores, pois os alunos com necessidades educacionais especiais dividem o mesmo espaço com os do ensino regular.

De acordo com Janes, a escola Marechal Rondon está toda equipada com materiais didáticos, livros tanto em braile quanto em áudio, computador, impressora, sorobam, que é o aparelho de cálculo do cego e o reglete, que é o primeiro equipamento para a alfabetização.

"Temos vários materiais que ajudam no ensino e que facilita o cotidiano dos alunos com deficiência visual, pois aqui na escola fazemos o que for possível para que nossos alunos com qualquer deficiência tenham uma rotina normal junto com os outros", falou Janes.
Janes diz que sente orgulho de ter ajudado os alunos a realizar o sonho de ingressar no ensino superior. Ela conta que atualmente está ajudando na preparação de uma aluna Alessandra Martins, de 23 anos, que foi alfabetizada e concluiu o ensino médio na escola, para ingressar no ensino superior.

Alessandra nasceu com deficiência devido uma rubéola que a mãe teve quando estava no sétimo mês de gestação. Ela conta que começou a estudar quando tinha 11 anos de idade. "Meus pais não sabiam que uma criança cega poderia estudar e uma vizinha falou sobre a escola Marechal Rondon. Eles me matricularam, mas não esperava que eu fosse conseguir a apreender alguma coisa", disse Alessandra.

A jovem conta que ela mesmo se surpreendeu com a facilidade que teve para aprender. "Fui alfabetizada em apenas três meses, foi muito fácil, mas quando fui para escola achava que para aprender braile eu ia usar caderno, lápis e borracha e não os materiais específicos", revela a estudante.

Segundo Janes, Alessandra é uma aluna dedicada que ama ler. "Ela leu todos os livros da nossa biblioteca e tem sede de conhecimento", fala a professora.

Alessandra conta que sonha em cursar pedagogia e dar aula no futuro. Ela diz que sua experiência na escola foi muito proveitosa e mesmo depois de ter concluído o ensino médio continua frequentando a aulas para se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Alessandra ressalta que as aulas ajudaram ela na rotina fora da escola. "Nas aulas aprendi a usar o computador e os programas que em auxiliam nas leituras", falou a jovem que mantêm uma página no Facedook onde posta texto e vídeos que são servem de exemplos para outras pessoas. Apesar das tecnologias Alessandra prefere ler em braile.

"Para vencer os desafios precisamos acreditar nos nossos sonhos e aproveitar as oportunidades", afirma Alessandra.

Opinião compartilhada pela Kelly Thaynara Paulino, de 12 anos, que é deficiente auditiva e estuda na sétima série na escola. Usando a linguagem dos sinais, libras Kelly conta que gosta muito de estudar na escola pois tem vários amigos.

Já Weverton Carlos B. da Silva, de 13 anos, que também estuda na sala de Kelly, diz que se sente à vontade porque em sua sala sete alunos com deficiência auditiva estudam. "Não me sinto sozinho sei que tenho meus colegas de sala para conversar e também tem os professores que são muito legais e nos ajudam a se conversar com os outros alunos, e no final todos aprendemos juntos", fala Weverton.

A professora e interprete de libras Vanessa Leopoldino Frâveno, informa que na escola atualmente são atendidos nove alunos deficientes auditivos. De acordo com Vanessa, os resultados do ensino oferecido são percebidos na unidade de ensino e em casa. "Eles são muito dedicados e sempre querem aprender", ressalta Vanessa.

A diretora Débora faz questão de informar que a escola está de portas abertas para a comunidade, e convida quem quiser fazer uso dos equipamentos para braile e conhecer o material didático é só ir à escola Marechal Rondon.

"Nosso trabalho visa proporcionar uma melhora na qualidade de vida dos alunos portadores de necessidade especiais, o que inclui um avanço no seu processo de inclusão social. Além de oferecer o ensino de libras e braile também trabalhamos com os outros alunos conscientizando sobre a importância de se respeitar as diferenças para construir uma sociedade mais justa", finaliza Debora.



Verde na tela

Mostra de cinema discute questões ambientais em escolas públicas de Vilhena

Preservar o meio ambiente é fundamental para manter a saúde do planeta e de todos os seres vivos que moram nele. Com a intenção de estreitar os laços dos estudantes com a natureza e incentivar a consciência socioambiental, foi realizada em Vilhena a “Mostra de Cinema: Verde na Tela”.

O evento uniu atividades culturais e educativas, exibindo filmes com a temática ambiental, gratuitamente em escolas públicas do município incentivando os alunos a preservarem e conservarem o meio ambiente.  A mostra aconteceu entre os dias entre os dias 14 e 18 de agosto.

O projeto cultural que é pioneiro no município foi realizado pelo grupo de agentes culturais do grupo ‘Serpentário Produções’, e contou com patrocínio do Banco da Amazônia e do Governo Federal. De acordo com o coordenador do projeto Washington Kuipers de Moraes, cerca de 600 alunos foram beneficiados com as ações do projeto. 

“A mostra foi realizada nas escolas públicas Marechal Rondon, Álvares de Azevedo e Zilda da Frota Uchôa, e elas foram escolhidas por já realizarem trabalhos e projetos voltados para a comunicação e também de preservação do meio ambiente”, destacou Washington.

Segundo Washington, as sessões contaram com a exibição de 15 filmes sobre a temática ambiental, além de palestras sobre preservação do meio ambiente e oficinas de produção audiovisual, visando incentivar os alunos a produzirem pequenos curtas-metragens e documentários sobre a questão ambiental na região amazônica.

“A intenção e que os estudantes que participaram das atividades do projeto se tornem ser multiplicadores das ideias de preservação do meio ambiente e também de fomento a produção cinema e filmes”, acrescentou Washington.

A vice-diretora da escola Marechal Rondon, Débora Cristina de Lima, informou que a escola sempre procura oferecer atividades extracurriculares através de parcerias com a comunidade. Ela elogiou o projeto e disse que é muito importante realizar trabalhos que incentivem os alunos a preservar o meio ambiente.

"É o momento propício para discutirmos essas questões ambientais com os nossos jovens, nas escolas, pois precisamos a preservação do meio ambiente é uma necessidade urgente”, falou Débora.

Já a professora Vanda Flor da passa Satyra disse que mais do que uma fonte de entretenimento, a mostra foi um espaço de reflexão sobre as questões ambientais. Vanda ressaltou que o evento também promoveu debates e contribuiu para ampliar o conhecimento e a consciência sobre a preservação da natureza.

O aluno Melki da Silva, de 16 anos, contou que essa foi a primeira vez que ele participou de uma mostra de cinema. “Foi emocionante ver todos esses filmes, e no final ficou a aquela sensação de posso fazer mais para ajudar a preservar a natureza”, falou Melki.

Já a aluna Thauana Gonçalves, 16 anos, destacou que gostou de participar das oficinas de produção audiovisual. Ela conta que sempre quis produzir documentários e essa oficina foi um incentivo para Thauana e os amigos. “Queremos fazer pequenos filmes mostrando a nossa realidade para o mundo”, disse Thauana.

A aluna Estéphanny da Silva dos Santos, de 16 anos, também gostou de participar das oficinas de produção audiovisual e disse que a mostra foi muito interessante. “É uma oportunidade única de assistir a estes filmes, pois é um espaço para promover o debate e a reflexão sobre questões do nosso dia a dia”, disse a aluna.

Washington informou que todos os participantes da mostra receberam material didático produzido especialmente para mostra e também certificados. O coordenador do projeto acredita que o projeto ajudou os alunos a expressar ideias, sensações, opiniões, a se conectar com a comunidade, sensibilizando a todos sobre a importância de se preservar o meio ambiente.

“O objetivo principal do evento é chamar a atenção da sociedade para a questão ambiental e usar o cinema para estimular a discussão ao redor do tema”, afirmou Washington.

O coordenador do projeto acredita que a mostra de cinema ajudou a promover a reflexão crítica sobre as questões da preservação do meio ambiente através da exibição dos filmes.
Washington ressalta que todas as pessoas são responsáveis pela preservação do meio ambiente. 

“Proteger a natureza não é só cuidar das florestas e rios, mas sim preservar cada lugar por onde passamos e cada ser vivo que encontramos pelo caminho. Uma latinha que se joga na rua, por exemplo, pode parecer apenas uma latinha. Mas, somada com outras, chega a entupir bueiros e causar enchentes. Por isso, se cada um ajudar um pouquinho, o planeta agradece”, finalizou Washington.

sábado, 5 de setembro de 2015

Documentário vilhenense será exibido no Festival de Praia de Pimenteiras

O documentário “Rio da Fé”, que tem como tema a Festa do Divino Espírito Santo em Pimenteiras do Oeste (RO), no Cone Sul de Rondônia, será exibido no Festival de Praia que será realizado no município.
O documentário foi produzido pelo grupo de agentes culturais Flávio Godoi, Andréia Machado, Washington Kuipers e Marcio Guilhermon de Vilhena, que são membros do “Serpentário Produções”. O filme de 22 minutos acompanha os preparativos e mergulha na história da romaria aquática que tem 120 anos de tradição no estado.
A festa é uma tradição centenária, ainda atrai devotos de vários pontos do estado de Rondônia e também da Bolívia. Durante o festejo a cidade de Pimenteiras que aconteceu no mês de maio recebeu centenas de fiéis que participaram das procissões e missas na casa dos fiéis do município.
A produção do documentário, conta com apoio da Fundação Palmares, referência em apoio às produções voltadas para a valorização da cultura afro-brasileira.
O documentário será exibido no domingo, 6, graças a uma parceria com a Secretaria Municipal de Turismo. “Além de proporcionar lazer o festival também conta com uma com programação cultural prestigiando artistas regionais, por isso é importante à exibição do documentário que retrata umas das festas religiosas mais tradicionais do município”, disse o secretário Everton Nogueira de Menezes conhecido como Tom.
Para a diretora do documentário, Andréia a exibição do filme é uma forma de prestigiar a comunidade que foi retratada na obra. “Espere que a população possa assistir o documentário e se emocionar com essa festa linda”, disse Andréia.
Sobre o festival
A 25ª edição do Festival de Praia de Pimenteiras do Oeste acontece entre os dias 4 a 7 de setembro, e recebe visitantes da região norte, além de estrangeiros, pois a cidade faz divisa com a Bolívia.
O festival contará com a apresentação de cantores e bandas regionais, além do tradicional desfile que intitula e destaca a beleza da mulher. Eventos esportivos também estão previstos no cronograma, com competições de vôlei de praia e futebol de areia.
Texto e fotos: Assessoria

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Festival de cinema ambiental na Amazônia abre inscrições

Estão abertas as inscrições para as mostras competitivas do 13ª Festcineamazônia (Festival Latino Americano de Cinema Ambiental). As inscrições se encerram dia 15 de setembro.

O festival, que se propõe a criar um espaço de discussão sobre as causas ambientais, acontece entre os dias 6 e 10 de outubro na cidade de Porto Velho (RO). Curtas, médias-metragens e longas de ficção, documentário, animação e experimental poderão ser inscritos nas categorias competitivas do evento.

Inscrição

 

Para se inscrever, o interessado deverá preencher a ficha de inscrição através deste link http://goo.gl/zcgV0D onde deverá incluir uma imagem de divulgação do filme. O arquivo da obra audiovisual poderá ser enviada pela internet ou por via postal (em DVD ou pen drive) para o endereço indicado no regulamento do festival. A inscrição é gratuita e cada realizador poderá enviar até três obras para seleção, concluidas a partir de 2012.

Premiação




Todos os participantes, além de receberem um certificado de participação no evento, concorrem ao Troféu Mapinguari. Os júris oficial e popular concederão prêmios em diferentes categorias.




Sobre o festival


O festival, que acontece desde 2003, é focado na divulgação, integração e promoção de discussões em torno da produção de cinema e vídeo que tenha como temática central o meio ambiente. Hoje com formato itinerante, além da mostra competitiva o Festcineamazônia promove simultaneamente mostras paralelas, sessões especiais, debates, oficinas e o projeto A Escola Vai ao Cinema (voltado à exibição de filmes para alunos de escolas públicas), debates e shows.

O Festcineamazônia 2015 tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura,Secretaria do Audiovisual, Lei Rouanet, apoio cultural da Prefeitura de Porto Velho, através da Funcultural. O Festcineamazonia é membro do Greenfilm Network e do Fórum dos Festivais.


Descrição: https://blu180.mail.live.com/ol/clear.gif



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Grafiteiro aproveita muros de espaços abandonados, em Vilhena

É com criatividade e spray na mão que o grafiteiro e designer Ivaldir Zonta Junior, conhecido como Quikonuts, está transformando e colorindo alguns bairros de Vilhena (RO). 
O grafiteiro realiza seus trabalhos em murros de terrenos baldios. “Eu gosto de fazer intervenções em locais abandonados. É uma forma de demonstrar que aquele espaço pode ficar mais bonito”, afirma.
Mas nem sempre foi assim. Quando começou, Quikonuts gostava mesmo de pichar o muro da escola onde estudava. "Eu andava de skate e rabiscava os muros e paredes com meu nome, mas sempre gostei de arte então comecei a grafitar", lembra.
Quikonuts conta que quando está grafitando as pessoas param e ficam observando o trabalho dele. “A população tem interesse em conhecer o grafite, só falta incentiva para isso”.
O grafiteiro revela que constantemente o grafite é confundido com a pichação, mas que existe diferença entre os dois trabalhos. Ele destaca que a pichação também utiliza a os muros e paredes como suporte, no entanto, este privilegia a letra e não a imagem como acontece no grafite.
Quikonuts explica que quando vai grafitar procura saber quem é proprietário do local e pede permissão, em casos onde o local está abandonado ele faz o trabalho sempre pensando em qual a melhor forma para do desenho para a comunidade.
Segundo Quikonuts, há pessoas que consideram o grafite um crime. “Eu já fui detido várias vezes enquanto estava grafitando. Não tenho medo de ser preso porque sei que o que estou fazendo é uma manifestação artística, mas não gosto de perder as latas de tintas porque elas são muito caras, então isso me incomoda. Já perdi umas 300 latas de tintas que foram apreendidas pela polícia, mas quando isso acontece eu falo para os policiais que não vou parar de grafitar e peço para eles indicarem um muro abandonado para eu poder revitalizar”, afirma o grafiteiro.



Aposentado fabrica rádios 'do tempo da vovó' em oficina improvisada

Numa época onde o rádio era o principal meio de comunicação do Brasil, Guider Zolinger, 74 anos, começou a fabricar artesanalmente aparelhos de rádios. São mais de 50 anos dedicados ao conserto e montagem de rádios. “Desde criança eu sonhava em ser inventor, ai comecei a consertar os rádios dos vizinhos, e fui me apaixonando pela profissão. Então, devagarzinho eu fui me aperfeiçoando, até chegar ao ponto de fabricar os meus próprios rádios”, relembra.

Com uma pequena oficina localizada nos fundos de sua casa, quando a saúde ajuda, ele confecciona um tradicional rádio de caixa, de amplitude modulada (AM). “O radio sempre salvou nossa vida, pois nos momentos mais difíceis que a gente atravessou eu recorria à fabricação do aparelho, vendia e conseguia sustentar a minha família”, conta. Guido tem Mal de Parkinson.

Na pequena oficina nos fundos de casa, Guido criou dezenas de aparelhos de rádio, que embalaram e continuam a embalar os dias, tardes e noites de muitos vilhenenses. Muitos elementos que compõem os rádios produzidos por Guido são de fabricação própria. “Ele faz o chassi, a caixa, os vidros ele corta e manda por os números e todo o resto. A única coisa que ele não faz é transistor e resistência. O resto ele faz tudo”, explica Renata Zolinger, esposa de Guido há 53 anos.

Guido não sabe quantos rádios fabricou durante sua vida. “Nunca pensei em contar, mas já foram muitos”, afirma. Guido batizou seus aparelhos de rádios de Canta Brasi. “Os brasileiros gostam muito de ouvir músicas e de cantar também, então achei que o nome dos rádios deveriam ser Canta Brasil”, justifica.

Para montar um rádio, Guido explica que demora, em média, dois dias. “Porque o material está todo separadinho e é só colocar. O que demora mais é os fios aqui na faixa. Tem que pegar ondas médias lá, tem que pegar ondas médias aqui, tem que pegar Rádio Nacional nesse e também naquele. Qualquer um que montar tem que ser faixa completa”, detalha.
Os rádios produzidos por Guido são movidos a pilhas alcalinas. “Queima menos com relâmpago”, explica. Além de uma caixa de madeira chamativa, o interior do aparelho radiofônico produzido por Guido é um verdade enigma para outros técnicos em eletrônica. “Eu nunca mostrei pra ninguém o jeito que eu faço”, diz.

Os rádios produzido por Guido operam em amplitude modulada (AM), e dependendo da faixa selecionada , bem como o horário, é possível sintonizar emissoras de vários lugares do planeta. “Em qualquer caixa ele funciona e pega o mundo inteiro”, reforça.

As emissoras mais pedidas durante a encomenda dos rádios são as AM locais, como a Planalto e a Rádio Vilhena, além da Rádio Nacional de Brasília. Também é possível sintonizar rádios de São Paulo, Rio de Janeiro e de outras localidades do Brasil.

Nas ondas de Guido


O agricultor João da Silva é morador do município de Chupinguaia foi um dos felizes compradores do radio fabricado por Guido. João conta que comprou o Canta Brasil há cinco anos e o aparelho nunca deu problema. “É muito bom o rádio, além de ser bonito lembra o rádio que minha mãe tinha na casa dela, esses aparelhos de hoje em dia são todos de plásticos e quebram logo, por isso eu quis comprar o que seu Guido fabrica”, diz João.

Já o comerciante José da Costa, que é morador de Cerejeiras, conta que um dos motivos que fez ele adquirir um aparelho de rádio fabricado por seu Guido foi o fato do rádio conseguir sintonizar estações do mundo todo. “É muito bom poder ouvir estações de rádios da Itália, sem falar nas brasileiras como a Rádio Nacional, não é todo aparelho que consegue fazer isso”, argumenta José.

A jornalista Patrícia da Veiga, que atualmente vive em Goiânia, conta que comprou o rádio fabricado por Guido quando era professora na Universidade Federal de Rondônia, em Vilhena.


“Eu comprei o rádio fabricado por diversos motivos. O primeiro e mais importante é que eu gosto de ouvir rádio e fiquei encantada com a ideia de ter um aparelho em casa que capta ondas tropicais. Isso me lembra a minha infância na fazenda, ouvindo Rádio Nacional de Brasília. Com o rádio que o senhor Guido fez pra mim, posso ouvir até rádios da Colômbia. É muito útil. O segundo motivo é que na época eu era professora de radiojornalismo e precisava conhecer tudo sobre rádio. Claro que eu não aprendi a fabricar um rádio, mas achei fascinante acompanhar sua fabricação”, diz Patrícia.