quinta-feira, 19 de maio de 2016

Fotógrafa realiza exposição "Amazônia Negra" em Rondônia


A abertura da exposição de fotografias do projeto “(Re)Conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta” , de Marcela Bonfim, acontece neste sábado, 21 de maio, às 20h33, no espaço Cujuba do poeta Dom Lauro. Marcela selecionou 33 fotografias que foram impressas de forma inusitada em bases de madeira onde retrata suas andanças por Porto Velho, quilombos do vale do Guaporé, a identidade dos descendentes de africanos, que também contribuíram para o desenvolvimento de Rondônia, desde o ano de 1750 - com a exploração do ouro e a construção do Forte Príncipe da Beira até hoje, em suas fotos é possível observar também uma nova leva de migrantes negros desta vez, haitianos, passou a fazer parte da população rondoniense.

A exposição é feita em parceria com o Sesc de Rondônia e ficará à disposição do público até o dia 20 de junho, no Cujuba – um espaço cultural com a cara de Porto Velho que abre suas portas pela primeira vez para mostrar fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim, com intervenção do poeta Dom Lauro e do artista plástico Hely Chateaubriand. A mostra será montada pela artista plástica Margot Paiva e a arquiteta Regina Morão. Os 50 primeiros participantes receberão um catálogo da exposição.

A exposição será aberta com o vídeo experimental do projeto editado pela também fotografa Michele Saraiva, com a intervenção do poeta Dom Lauro e do artista plástico Hely Chateaubriand.  Dando sequência na programação a apresentação da Banda Três de Nós, Bateria da Escola de Samba Asfaltão, Banda True Lapin e discotecagem de Leonardo Felizardo.   

Marcela Bonfim é paulista de Jaú e descobriu em Rondônia uma Amazônia negra, além da indígena que ela já esperava encontrar em Porto Velho, onde passou a morar a partir de 2013. “O projeto (Re)Conhecendo a Amazônia Negra propõe  uma   reflexão das artes visuais, no campo da antropologia visual, sobre a constituição e memória da população negra brasileira na região amazônica”, explica a fotógrafa.

Economista e ativista cultural pelas causas dos negros, povos tradicionais, populações de rua e presidiários, Marcela faz da máquina fotográfica um instrumento de militância pelo reconhecimento do papel dos africanos na formação da Amazônia e na defesa da sua autoestima, com o olhar de quem se reconhece no foco da câmara.  “A motivação deste trabalho, explica, se deu principalmente a partir da minha busca pelo reconhecimento pessoal e de entender-me enquanto mulher negra num país racista, onde os espaços são sutilmente fragmentados entre negros, pardos e brancos. Todos vivendo em espaços delimitados e realizando funções específicas. Só que os primeiros à margem da sociedade e da história oficial” fala a fotografa.

Serviço

Exposição fotográfica “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”. Fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim

Abertura: 21 de maio, às 20h33

Período de visitação: Nos meses de maio, junho e julho em horário comercial


Local: Espaço Cujuba, na rua Prudente de Moraes, 2449, nas proximidades do cemitério dos Inocentes

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